Método é usado para proteção anticorrosiva de tubulações e reservatórios subterrâneos

Tubulações e tanques metálicos subterrâneos estão facilmente sujeitos à corrosão. Para evitar a oxidação, a proteção catódica é um método clássico e eficiente. Trata-se de um sistema em que eletrodos são introduzidos no solo, próximos à tubulação ou ao tanque que se deseja proteger. Uma corrente elétrica é aplicada em ambos – eletrodos e tubulação – para se opor ao comportamento anódico da rede de tubos. Dessa forma, ela passa a operar como um catodo, em que não há oxidação.
Nas tubulações e reservatórios, é preciso considerar ainda a corrosão das superfícies internas – normalmente evitada com pinturas e revestimentos anticorrosivos. O método de proteção catódica é um processo anticorrosivo ativo que complementa a proteção dada pelo revestimento externo e interno das tubulações – a energia elétrica necessária para proteger uma estrutura sem revestimento seria, em muitos casos, milhares de vezes superior. O sistema pode ser aplicado em gasodutos, polidutos, tanques de usos diversos etc.

Daniel Beneventi

Características
A proteção catódica, como método eletroquímico de controle e proteção de tubulações subterrâneas ou submersas, inibe o processo de corrosão em áreas onde haja falhas ou insuficiência no revestimento anticorrosivo. Portanto, trata-se de um segundo sistema de defesa contra a corrosão externa. Esse sistema não elimina a ocorrência de corrosão, mas a transfere da superfície da tubulação protegida para o ânodo instalado no solo.

Tipos
Há dois tipos de proteção catódica para estruturas metálicas: galvânica e por corrente impressa. Na galvânica, instala-se um ânodo galvânico paralelo à tubulação. Com o fim da vida útil do ânodo, é necessária sua substituição para preservar os tubos. Já na proteção por corrente impressa, a estrutura metálica é ligada a um retificador de corrente elétrica. Conforme o revestimento externo perde sua eficiência, é preciso aumentar a intensidade da corrente do retificador.

Proteção catódica galvânica
Também chamada de proteção por ânodos de sacrifício, nela se faz a ligação da tubulação a ser protegida com o subsolo por meio de um metal mais eletronegativo (ânodo galvânico) do que a tubulação. Assim, a perda de elétrons da estrutura para o meio (o que causa a corrosão) é compensada pela ligação da estrutura metálica ao ânodo de sacrifício – normalmente, um eletrodo de cobre e sulfato ou magnésio. O direcionamento da corrente elétrica preserva a tubulação metálica, e a corrosão ocorre no ânodo.

Proteção catódica por corrente impressa
O sistema tem a mesma função do anterior – transferir a corrosão a um ânodo enterrado. Porém, ele utiliza uma fonte externa de energia, de corrente contínua, chamada de retificador. Dessa forma, se faz a ligação entre o ânodo instalado no solo e a tubulação (cátodo) a ser protegida.

Projeto e instalação
O posicionamento e o dimensionamento dos elementos do sistema dependem de fatores como a geometria das tubulações e o meio onde os materiais são instalados. Pode-se usar simulações em computador aliadas a experimentos em laboratório e em campo para avaliar os parâmetros do projeto. Também é preciso tomar cuidado para que a corrente de proteção não atue como corrente de corrosão de outras estruturas subterrâneas adjacentes. Os sistemas de proteção podem ser executados antes ou depois do assentamento das tubulações.

Inspeção e manutenção
O período de revisão e manutenção do sistema de proteção é estimado em cerca de cinco anos (para proteção galvânica) e cerca de 20 anos (para corrente impressa). Há métodos de inspeção de dutos enterrados – de Pearson, Close Interval Potential Survey (CIPS), Pulse-code modulation (PCM) – que permitem que o revestimento do duto seja inspecionado sem a necessidade de escavações. No Brasil, a norma para certificação da execução da proteção catódica foi criada em 2009 – ABNT NBR 15653 (Critérios para Qualificação e Certificação de Profissionais de Proteção Catódica).

Fonte: https://infraestruturaurbana.pini.com.br Por: Rodnei Corsini

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